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30 luglio

CAPOEIRA

 

Alagoas sedia Encontro Internacional de Capoeira

 

De 31 de julho a 03 de agosto, acontece nos municípios de Maceió e União dos Palmares o I Muzenzumbi – “Capoeira na Terra de Zumbi”

 

 

Texto: Helciane Angélica (Jornalista - 1102 MTE/AL)

Foto: Divulgação

 

               

Já faz uma semana do reconhecimento da capoeira como Patrimônio Nacional, mas a festa ainda continua. Alagoas sediará o I Muzenzumbi Capoeira Internacional – “Capoeira na Terra de Zumbi”, nos dias 31 de julho a 03 de agosto, nas cidades de Maceió e União dos Palmares. A atividade é organizada pelo Grupo Muzenza.

Participam Mestres, professores e alunos de capoeira de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Israel. A estimativa é reunir 500 participantes, as inscrições são gratuitas e também estão disponíveis para simpatizantes.

A programação inicia com uma palestra sobre “Religião de Matriz Africana” ministrada pelo historiador e babalorixá Célio Rodrigues, às 20h, no Centro de Treinamento (sede) – localizado na Rua da Saudade, nº 60, Clima Bom 1. E na sexta-feira, acontecem rodas de capoeira às 17h no calçadão do comércio de Maceió, e às 20h, na sede do Muzenza.

Durante o final de semana, as atividades continuam em União dos Palmares. No sábado (02) às 18h, será inaugurado no bairro Jatobá o Centro de Treinamento do município. Os participantes terão a oportunidade de visitar à Serra da Barriga, local sagrado e palco da resistência negra, no domingo pela manhã. O encontro encerra às 15h, na Praça Basiliano Sarmento, com aulão de capoeira, batizado e trocas de cordas.

De acordo com Marcelo Cardoso (Mestre Girafa), coordenador do Grupo Muzenza em Alagoas, o encontro estimulará o intercâmbio sócio-desportivo e cultural. “Iremos mostrar um pouquinho da capoeira alagoana para o mundo”. Afirmou ainda a importância do evento para o crescimento da capoeira local. “Esse evento tem grande importância porque fortalece a capoeira de Alagoas, ao trazer mestres e contra-mestres de vários Estados que possuem experiência nacional e internacional. A maioria dos mestres que estão vindo, ministram cursos em diversos países do mundo. O Mestre Burguês (coordenador nacional do grupo) chega no sábado, vem direto da Europa”, declarou.

            O evento conta o apoio da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura; Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió; e a Prefeitura de União dos Palmares.

 

                                                                     Grupo Muzenza 01

 

             Muzenza

            A Associação Muzenza de Capoeira é um dos grupos mais conhecidos e tradicionais da modalidade. Fundado em 05 de maio de 1972, busca desenvolver o nível técnico, teórico e didático-pedagógico dos capoeiristas, além de valorizar os Mestres experientes.

            Encontra-se em todo território nacional e 45 países (04 continentes), introduziu a capoeira em clubes, quartéis, escolas, academias, comunidades carentes e negras. Já realizou 03 campeonatos mundiais, 06 Opens de capoeira e diversos eventos no Brasil e no mundo.

            No estado de Alagoas, o grupo encontra-se em Maceió (Clima Bom, Complexo do Benedito Bentes, Jacintinho, Chã da Jaqueira, Feitosa, Pestalozzi) e nos municípios de União dos Palmares, Delmiro Gouveia e Arapiraca. Há 13 anos utiliza a capoeira como ferramenta de inclusão social e educacional, realizando um amplo trabalho na periferia, em escolas das redes particulares e públicas; inclusive, com portadores de necessidades especiais.

 

            Capoeira

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira une dança, música e luta. Praticada em mais de 150 países, por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixas etárias, sem discriminação quanto à religião, raça e gênero. Divide-se em dois estilos angola e regional, além de ter outras manifestações como: Maculelê, Puxada de Rede, Samba Duro e de Roda.

No dia 15 de julho, a capoeira foi eleita Patrimônio Cultural, pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entrou na lista dos 14 patrimônios culturais do País, e o processo de registro inclui a roda de capoeira no Livro das Formas de Expressão e a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres".

 

 

SERVIÇOS

 

Associação Muzenza de Capoeira - AL

Rua da Saudade, Nº 60, Clima Bom I. Tabuleiro Dos Martins. Cep: 57071-870 / Maceió-AL

Contatos: (82) 3033-3833 / 8814-4366 / 8816-6143 / 8808-9366

ARTIGO

 
 A afirmação da capoeira 

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares 


Ao registrar a capoeira como patrimônio cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) deu uma enorme contribuição à história do Brasil, no que tem de mais singular na herança do povo negro. A formação da identidade cultural brasileira é construída todos os dias pela conscientizaçã o de cada cidadão, que, nesses muitos séculos, vem protagonizando histórias em que se afirma a rica diversidade cultural na qual se formou este país. Ainda é preciso muito para romper a fronteira da intolerância. Mas ao nos defrontarmos com uma ação política dessa envergadura, só temos a comemorar.

O reconhecimento da capoeira como patrimônio cultural aproxima o Brasil, segundo disse Juca Ferreira, secretário-executivo do Ministério da Cultura, do ideal da democracia racial. Isso leva em conta o resgate e a valorização das raízes africanas na cultura brasileira, conduzida pela Fundação Cultural Palmares, que, desde sua criação, há vinte anos, destaca-se pela produção e divulgação dos saberes culturais afro-brasileiros. O registro da capoeira como bem imaterial é apenas uma das muitas batalhas em que se envolveu a Fundação Palmares nesse processo permanente de assegurar as condições de igualdade ao proporcionar visibilidade às manifestações culturais da comunidade negra.

De origem remota e controversa, é verdade que a capoeira é brasileira. Foi aqui que fincou suas raízes e criou mitos e lendas, como a que envolve o mestre Besouro e tantos outros, na afirmação da resistência contra a opressão. A capoeira, hoje, é parte do cenário urbano. Perseguida por quase trezentos anos, era praticada às escondidas. Marginalizada, era jogo que se jogava por alguns corajosos. Era apenas uma tradição dos negros.

Herança deixada pelos negros bantos, vindos de Angola como escravos, foi cultivada e praticada por escravos fugitivos que, ameaçados de recaptura, defendiam-se, usando a técnica. Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram adaptados às cantorias africanas para que parecessem uma dança.

A proposta de registro foi aprovada por aclamação pelos conselheiros do Iphan, que souberam reconhecer o valor dessa arte, que chegou a ser criminalizada e, hoje, é símbolo da identidade afro-brasileira. Foi mestre Pastinha que enfatizou o lado lúdico e artístico da capoeira, destacando os treinos de cantos e toques de instrumentos. Como o era para ele, também é para nós: a capoeira é um esporte, uma luta, mas também uma reza, lamento, brincadeira, dança, vadiagem e um momento de comunhão.

A benção Mário de Andrade que inspirou Aloísio Magalhães, à frente do Iphan na década de 1980, que concluiu, assim como o escritor, que o conceito de bem cultural no Brasil não deveria ficar restrito aos bens móveis e imóveis. Para Magalhães, é a partir do fazer popular "que se afere o potencial, se reconhece a vocação e se descobrem os valores mais autênticos de uma nacionalidade" . Hoje, o nosso olhar se volta para os mestres da capoeira, para as baianas do acarajé, para o samba de roda do Recôncavo Baiano, para a Feira de Caruaru, para os pés dos pernambucanos dançando o frevo, para a delícia do queijo de Minas e tantos outros fazeres populares, já tornados patrimônios culturais, que fazem essa rica nação brasileira.

A cultura brasileira não ficou mais rica do que já é. Eis o desafio: valorizar esses saberes e dar-lhes a dimensão exata do que é. Não é o exótico, nem a folclorização. Não é o que o turista estrangeiro vem ver. Mas reavivar esses saberes como manifestos de resistência contra a violência das desigualdades, que ainda mancham a nossa história.

É a ação que vence a resistência dos que não querem conviver com as transformações que o país exibe em toda a sua pujança. Graças a essa vitalidade e resistência de um povo destemido é que o futuro se apresenta melhor.

O Brasil está mais alegre ao som dos berimbaus, que soam nas praças, nas rodas de capoeira, no bailado dos corpos negros. É a estética da resistência. É o mostrar-se ao mundo, com dignidade. É o saber cultural de um povo forjado na luta que está inscrito para sempre na história da identidade brasileira.

A benção mestre Pastinha, mestre Bimba, mestre João Pequeno ....
 
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artigo publicado originalmente no jornal A Tarde, 19/07/2008

27 luglio

CINE-FÓRUM

 
 

                                      teatro  Teatro do Oprimido - Anajô

 

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade do movimento negro, é uma das agentes multiplicadoras do Teatro do Oprimido em Alagoas. Neste sábado (02) às 9h, na Escola Estadual Pedro Teixeira (Feitosa), acontece mais uma oficina do teatro com alunos de escolas públicas e um cine-fórum sobre racismo na escola. Será um importante momento para a integração dos participantes do projeto, membros do Anajô, professores e convidados.

Na atividade de formação, será exibido o vídeo: “Rompendo o silêncio – Desconstruindo racismo e violência na escola” (2003). Com aproximadamente 30 min ressalta o papel do professor na abordagem étnica-racial, a importância da formação desses profissionais e sensibilização maior sobre a temática. O documentário foi uma promoção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos / Governo Federal e realização da Guela Cine Produções; contou com a coordenação geral de Elza Berquó e roteiro de Eduardo Duó.

 

 

CAPOEIRA

 
 

muzenzumbi

 

Estão abertas as inscrições para o I Muzenzumbi Capoeira Internacional – Capoeira na Terra de Zumbi, promovido pelo Grupo Muzenza.  Contatos: 8814-4366 / 8816-6143.

25 luglio

SINDJORNAL

 
 

Valdice   A jornalista Valdice Gomes, Vice-Presidente do Anajô, é a nova Presidente do  Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal). A posse festiva  da gestão “Quem luta conquista” (2008-2011), aconteceu no dia 19 de julho, durante o Congresso Estadual da categoria em Arapiraca (AL). Trata-se de mulher íntegra e guerreira, que possui vasta experiência no meio sindical e profissional. Comprometida com as questões étnicos-racias, ajudou na instalação e integra a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL).

 

24 luglio

AVANÇO

 
Maceió já tem Dia Municipal contra a intolerância religiosa
 
 
O Ponto de Cultura - Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té através do Vereador Galba Novaes, sanciona a Lei nº 5.871/2008 e torna o dia 02 de fevereiro como DIA MUNICIPAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA.
 
"O dia foi escolhido pela carga histórica, quando em 1912 as casas foram perseguidas e destruídas, hoje acreditamos que será um dia de luta e reflexão para todos os religiosos de matriz africana", comentou o Professor e Babalorixá Célio Rodrigues.
 
A lei é apenas uma das ações para conquistas de políticas públicas. O Núcleo foi apenas o interlocutor entre religiosos, federações e o poder público.
 
"Temos uma demanda de ações para serem conquistadas e realizadas", afirmou Amaurício de Jesus, produtor cultural do Núcleo.
 
Axé para todos


ANO XVI



Maceió - Terça-feira, 22 de Julho de 2008



Nº 3097



Atos e Despachos do Prefeito



JOSÉ CíCERO SOARES DE ALMEIDA

Prefeito



LEI N° 5.711, DE 21 DE JULHO DE 2008.



Projeto de Lei n° 5.87 1/2008

Autor: Ver. Galba Novaes



Dispõe sobre a instituição do Dia de Combate a Intolerância Religiosa de Matriz Africana



O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ

Faço saber que a Câmara Municipal de Maceió decreta e eu sanciono a seguinte Lei:



Art. 1°- Fica instituído O DIA MUNICIPAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA, a ser comemorado anualmente no Município de Maceió no dia 02 de fevereiro.



Art. 2° - A data fica incluída no Calendário Civil do Município para efeitos de comemoração oficial.



Parágrafo Único - As atividades a serem realizadas por ocasião deste dia ficarão sob responsabilidade do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té, das Federações e Governo Municipal.



Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.

23 luglio

REUNIÃO

 
  
Reunião Nacional dos APNs
 
Prezad@s Quilombolas,
 
 
A coordenação nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil convoca a todos e todas para a reunião ampliada nacional que acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de julho cidade de São Paulo. Nesta reunião queremos contar com a presença de uma representação dos APNs de cada Estado. Lembramos que será garantida a estadia (parceria com a SEPPIR) para todos e todas, embora cada um deverá bancar a sua passagem para o deslocamento até São Paulo, uma vez que não temos recursos financeiros para tal.
 
Solicitamos que você nos dê uma resposta até dia 20, enviando também o seu nome completo, o número do RG e o CPF. Local da hospedagem e da reunião será enviado em breve. A reunião acontecerá no Hotel Normandie (http://www.hotelnormandie.com.br/index.aspx), Av. Ipiranga, 1187, próximo ao Metrô República.
 
 
A pauta da reunião será:
 
* Avaliação da XII Assembléia Nacional (25 anos)
* Plano de ação para o Biênio 2008-2009
* Agenda APNs para 2008 e 2009
* Congresso APNs para 2010
* Articulação e organização nos Estados
* Sustentabilidade para as ações APNs
* Congresso Nacional da Negra e do Negro do Brasil (CONNEB)
 
 
Os contatos deverão ser feitos com:
 
Nuno Coelho
Telefone: (11) 8451-2467
 
João Carlos Pio de Souza
E-mail: joaopio@brfree.com.br  e joao.pio@oi.com.br
Telefone (31)3396-5396 / 8658-5396 ou 8851-4338
 
 
APNs nacional
 
 
 

CULTURA

 
 
Mirante Cultural chega a 6ª edição

           

            O CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS AFRO ALAGOANO QUILOMBO em parceria com  Fundação de Ação Cultural (FMAC), Fórum de Entidades Negras de Alagoas (FENAL) e  Associação Comunitária Cultural e Esportiva Juventude estará  realizando sexta-feira (25), a 6ª edição do Mirante Cultural – “Um Quilombo Chamado Jacintinho”.

            O projeto que envolve educação e arte, acontece toda a última sexta-feira do mês,  e busca  impulsionar os   artistas locais, trabalhar a geração de renda e valorizar a cultura afro-alagoana.

            O Grupo Quilombo vem lutando pela requalificação do Mirante Kátia Assunção  com o  objetivo de transformá-lo em um espaço de fomentação de cultura e lazer. Dentro dessa requalificação visa trabalhar também a mudança do nome de mirante  Kátia Assunção para Dandâra, homenageando assim, uma das mulheres guerreiras do maior símbolo de resistência da América Latina que foi o Quilombo dos Palmares.

 

             Veja as atrações:

·         BUMBA-MEU-BOI;

·         FEDERAÇÃO ALAGOANA DE CAPOEIRA – FALC E CONVIDADOS;

·         AFOXÉ ODOYÁ (Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás);

·         COCO DE RODA EXPLOSÃO;

·         BANDA  AFRO GUERREIROS DA VILA (Ponto de Cultura da Vila Emater);

·         REPENTISTAS;

·         GRUPO RAGGA MANIA

·          GRUPO DE TEATRO PÉ-DE-MOLEQUE (Performance)

 

Contatos:

Denivan Costa: 8858-6771 E-mail: denisangola@gmail.com

Maria José: 8852-6646 E-mail: mariajoseteatro@gmail.com

Sirlene Gomes: 8823-2517 E-mail: sirlenemyo@hotmail.com

Viviane Rodrigues: 3033-2093 E-mail: vi_magnifica@hotmail.com

REUNIÃO

 
 
O próximo encontro  entre a OAB-AL e os segmentos afro-alagoanos foi marcado para 25 de julho, às 14h, no mini-auditório. Todos os segmentos afro-alagoanos estão convidados. Serão discutidas as idéias de encaminhamento para a produção de uma cartilha e a realização da I Conferência Estadual dos Segmentos Afro-Alagoanos.

COJIRA

 
RASTAFARI
 
 
 

rastafari

 
O termo rastafari tem sua origem em Ras (título de nobreza que pode ser traduzido como "príncipe" ou "cabeça") Tafari Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação – Imperador da Etiópia em 1930, o Messias Negro que irá liderar os povos de origem africana a uma terra prometida de emancipação e justiça divina.
 
Trata-se de um movimento religioso que surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponeses negros, espalhou-se pelo mundo, principalmente por causa da imigração e do interesse gerado pelo ritmo do reggae. Acreditam que Jah (Deus) se mostra sob forma humana de tempos a tempos; pregam a irmandade, são contra todo tipo de opressão e desigualdade.
 
Outro importante identificador do seu afrocentrismo é a identificação com as cores da bandeira da Etiópia, freqüentemente vistas em roupas e decorações; o vermelho representaria o sangue dos mártires, o verde exalta a natureza, o dourado o sol e o preto é para representar a cor do povo africano.
 
Muitos rastafáris são vegetarianos, ou comem apenas alguns tipos de carne, e as bebidas são preferentemente herbais, como os chás; também tem o costume de não cortar ou pentear o cabelo, usam os dreadlocks. A marijuana ou cannabis é uma erva medicinal milenar usada pelos Rastas, não para diversão ou prazer, mas sim para limpeza e purificação em rituais controlados – alguns Rastas escolhem não usar.
 
Em Alagoas o movimento ainda é pequeno, destaca-se a Comunidade Quilombolas de Sião (banda de reggae, que se chamava Thiago Correia e Comunidades Quilombolas), que vem desenvolvendo essa cultura e realizam acampamentos de reflexão em União dos Palmares.
 
 
Comentário publicado na COLUNA AXÉ (22.07.08) - Tribuna Independente.
 

CAPOEIRA

 
 
 
 
 
Texto: Helciane Angélica
Jornalista (1102 – MTE/AL)


 
Capoeiristas alagoanos se reuniram numa Roda Comemorativa, realizada no dia 16 de julho à noite no Espaço Cultural da Ufal, para festejar o reconhecimento dessa arte que une música, dança e luta. A capoeira já foi muito discriminada, inclusive, considerada crime em outros tempos. Hoje, é uma das mais importantes heranças afro-culturais e foi eleita como Patrimônio Cultural pelo Iphan.

A atividade foi iniciada com a louvação aos orixás, conduzida pela Ialorixá Neide de Oxum e para respeitar todas as crenças o Mestre Vepeta, evangélico, que também realizou sua mensagem de agradecimento. Em seguida, os representantes das entidades discursaram sobre a importância desse novo avanço para o povo afro-descendente.
 
Estiveram presentes: o Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal); Federação Alagoana de Capoeira (Falc); Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial; Mestres de Capoeira e alunos. O evento foi realizado pelo Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas, e contou com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) e da Secretaria Estadual de Cultura.

De acordo com o historiador Zezito Araújo, Vice-Diretor do Neab-Ufal, o reconhecimento da capoeira não foi tardio, e sim, reflete o contexto histórico e político do país. “Dentro do contexto da sociedade brasileira, eu não vejo esse avanço de forma tão tardia assim”, complementou ainda, “Para a capoeira se tornar patrimônio nacional, nós tivemos que ter no Ministério da Cultura e na Fundação Cultural Palmares dois negros que são capoeiristas (Gilberto Gil e Zulu Araújo). Então, quero dizer que a política pública voltada para os segmentos negros ou cultura de matriz africana, tem que ter gestores comprometidos e que entenda os negros”, afirmou.
 
A capoeira encontra-se entre os 14 patrimônios culturais do País, junto com o samba carioca, o ofício das baianas de acarajé, a Serra da Barriga e tantos outros, mas muitos outros aspectos ainda não têm o devido reconhecimento. “Eu também acho, que deveria dar um tratamento diferenciado às religiões de matriz africana, porque infelizmente, ainda são estigmatizadas como coisa do mal, assim como a capoeira já foi. É necessário que as religiões afros também sejam tituladas como patrimônio, para que todo Estado comece a reconhcer”, declarou Zezito Araújo.


Capoeira

Praticada em mais de 150 países, trata-se de um segmento afro que congrega indivíduos das mais diversas faixas etárias, condições financeiras, ideologias religiosas e políticas. Dividida em capoeira angola e regional, também possui outras manifestações culturais como: o Maculelê, Samba Duro e de Roda, além da Puxada de Rede.

A Federação Alagoana de Capoeira e o Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas são as entidades representativas no Estado, juntas, pregam o respeito e divulgam a contribuição sócio-político-cultural da capoeiragem.


Contatos
FALC: (82) 9302-3272 (Marco Baiano) / 9381-7765 (Leto)
Conselho Estadual de Mestres: (82) 8859-8572 (Tunico) / 8842-6725 (Sandra)
16 luglio

AVANÇO

 

Alagoanos festejam indicação da capoeira como Patrimônio Cultural

 

Por: Helciane Angélica

Jornalista (1102 – MTE/AL)

 

A capoeira, uma das mais importantes heranças afro-culturais, foi finalmente eleita Patrimônio Cultural. Capoeiristas alagoanos se reúnem hoje (16) às 19h, no Espaço Cultural da Ufal, numa Roda Comemorativa para festejar o reconhecimento dessa arte que une música, dança e luta. O evento é realizado pelo Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas, e conta com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab-Ufal) e Secretaria Estadual de Cultura.

O registro foi votado ontem (15), na reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Palácio Rio Branco, em Salvador (BA).  Passa a ser um dos 14 patrimônios culturais do País, junto com o frevo, o samba carioca e o ofício das baianas de acarajé, entre outros. O ato também garantirá o respeito e a valorização de mestres e professores, inclusive, com a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres".

Em meados do século XIX era tida como um dos principais problemas urbanos do Rio de Janeiro, capital do Império – considerada uma contravenção penal que precisava ser exterminada. Hoje, a “prática de malandros”, se configura como filosofia de vida, ação terapêutica e também método de inclusão social.

Praticada em mais de 150 países, trata-se de um segmento afro que possui linguagem universal. Congrega indivíduos das mais diversas faixas etárias, condições financeiras, ideologias religiosas e políticas. Dividida em capoeira angola e regional, também possui outras manifestações culturais como: o Maculelê, Samba Duro e de Roda, além da Puxada de Rede.

A Federação Alagoana de Capoeira e o Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas são as entidades representativas no Estado. E juntas pregam o respeito e divulgam a importância político-cultural da capoeiragem local. Todos os capoeiristas, mestres e admiradores estão convidados para integrar a grande Roda Comemorativa.

 

Serviço:

Roda Comemorativa – Capoeira Patrimônio Cultural

Dia: 16.07.08 (quarta-feira)

Horário: 19h

Local: Espaço Cultural da Ufal, localizado na Praça Visconde de Sinimbu, Centro. Maceió/AL.

Entrada franca.

Contatos: 8859-8572 / 8842-6725 / 8874-5211 / 9917-0517

 

 

TODOS OS CAPOEIRISTAS, MESTRES E ADMIRADORES ESTÃO CONVIDADOS!

15 luglio

REUNIÃO

 

Segmentos afro-alagoanos têm reunião com Fundação Cultural Palmares

 
Reportagem e fotos: Helciane Angélica
Jornalista (1102 – MTE/AL)



Lideranças do movimento negro de Alagoas tiveram uma reunião extraordinária no último sábado (12), com o presidente Zulu Araújo, da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura. O encontro aconteceu na sede do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), após ser adiado algumas vezes devido às alterações na agenda.


Dentre os pontos de pauta destacaram-se: a inclusão da cadeira representativa da capoeira no comitê gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares; Igualdade de tratamento em relação aos projetos que envolvam os segmentos afro-alagoanos; Políticas Públicas da Fundação para Alagoas; e a situação dos moradores da Serra da Barriga.

Mestres e professores de capoeira reivindicam o reconhecimento da categoria no comitê, já que, no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro) cerca de 80% do público que vai até a Serra é capoeirista. “A capoeira é um movimento político-social e cultural no mundo inteiro, que possui uma linguagem universal. E a gente fica sem entender porque não tem uma representação da capoeira no comitê gestor do Parque. Os religiosos também estavam de fora e tiveram que se reunir e sensibilizar, e nós (capoeiristas) estamos indo no mesmo caminho e temos esse direito”, declarou Mestre Conde.

As discussões sobre o respeito da capoeira ocorrem justamente num período importante, onde essa riqueza afro-cultural é candidata a patrimônio cultural. Estiveram presentes o Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal); Federação Alagoana de Capoeira (Falc); Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas; Associação de Grupos e Entidades Negras de União dos Palmares (Agrucenup); Centro de Pesquisa e Estudos Afro-Alagoanos Quilombo; Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); e o historiador Zezito Araújo, Vice-Diretor do Neab-Ufal e Secretário Executivo do Comitê Gestor.
 

O presidente da FCP ouviu atentamente aos questionamentos e críticas como: diferenciação de cachê para os grupos de capoeira em relação aos demais segmentos; dificuldades no acesso de informações; e as ações eventuais da Fundação em Alagoas, que focam as mesmas instituições e principalmente grupos de outros estados.

Zulu também fez duras críticas ao movimento negro local. “O movimento negro é um conjunto de ações de várias entidades e em vários Estados. E não é o fato de hoje eu estar como gestor, que me retira do movimento”. Rebateu ainda perguntando: “Se todos os outros segmentos exigirem sua representação, então, qual é o papel do Fenal? Eu não tenho problema nenhum em atender os segmentos, mas sendo assim o Fenal será mais uma entidade e não um Fórum” declarou.

No encerramento da reunião, as entidades deliberativas da capoeira alagoana entregaram um documento com seus posicionamentos e indicação de representantes. Mesmo sendo filiados ao Fenal, afirmam que é preciso ter no comitê gestor uma pessoa da própria capoeira, por vivenciar na prática. O mesmo acontece com os quilombolas, somente eles podem defender e discursar com propriedade sobre suas reais necessidades - justificaram a estratégia de ocupação de espaço.

Próxima visita

Zulu Araújo retorna a Alagoas no dia 30, foi convocado para uma audiência no Ministério Público Federal, que definirá a situação das famílias residentes na área tombada da Serra da Barriga. E também conversará com os moradores in loco, pois tem que atender às exigências legais (cadastramento e re-locação), além dos aspectos sociais como geração de emprego e renda.

Também se comprometeu em ter reuniões específicas com a Falc e o Conselho Estadual de Mestres, para discutir políticas favoráveis à capoeira no Estado de Alagoas e deliberar sobre a inclusão ou não da capoeira no comitê gestor. O próximo encontro ficou agendado para o dia 1º de agosto, às 9h no Neab-Ufal.

Teatro

 
 

Teatro do Oprimido Alagoano encena realidade

 

Por: Helciane Angélica

Jornalista (1102 – MTE/AL)

 

           Na última sexta-feira (11) no Teatro Jofre Soares, localizado no Sesc-Centro em Maceió, ocorreu a apresentação especial “Guerreira da Vida”, que abordou a violência contra a mulher. A atividade já é fruto do ponto de cultura Guerreiros da Vila, uma das entidades multiplicadoras do Teatro do Oprimido Alagoano.

          A entidade desenvolve ações sócio-culturais há 11 anos na comunidade Vila Emater II, localizada ao lado do Lixão de Maceió. Espaço de educação complementar que escolheu a cultura como ferramenta de inclusão social, com: oficinas de artes, música, circo-escola, poesia, dança, capoeira, contadores de história e recentemente o teatro do oprimido.

O desrespeito e a violência doméstica independem de cor e classe social. E por meio do teatro-fórum o público é convidado a interagir com os jovens artistas, além de propor mudanças para ações opressoras que foram apresentadas. Na ocasião, também ocorreu a exposição da Estética do Oprimido, resultados da segunda etapa do projeto Fábrica de Teatro Popular Nordeste realizada em Alagoas. Foram apresentadas telas produzidas pelos participantes, onde expressam a forma como visualizam a bandeira do Brasil.

Nós não trabalhamos com atores profissionais, e sim, com gente. O Teatro do Oprimido busca a transformação social, apresenta espetáculos sobre a vida das pessoas e convida a platéia para interagir”, afirmou Helen Sarapeck, uma das coordenadoras do projeto Fábrica de Teatro Popular Nordeste.

Ao todo, são 40 Multiplicadores em processo de formação em Alagoas, que representam Grupos Culturais, Pontos de Cultura, Sindicatos e Movimentos Sociais. Atuam intensamente em Palmeira dos Índios, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Matriz de Camaragibe, Fleixeiras, União dos Palmares, Murici e Maceió. Cerca de 700 pessoas são beneficiadas, dentre: crianças, jovens, adultos em aldeias, acampamentos, comunidades quilombolas, assentamentos rurais, comunidades empobrecidas, escolas e universidades; tanto no campo e quanto na cidade.

O projeto é executado pelo Centro de Teatro do Oprimido - CTO, com patrocínio da Petrobras, e em parceria com a Fundação Municipal de Ação Cultural e o SESC-AL. Também se encontra nos estados de Pernambuco e Sergipe.

 

Teatro do Oprimido

 

Com quase quatro décadas de existência, o teatro do oprimido é praticado em aproximadamente 70 países, por todo o mundo, e em 19 estados brasileiros. O Método de Augusto Boal tem ampliado as possibilidades de expressão de diversos grupos, auxiliando na busca de alternativas de solução para problemas reais.

Trata-se de um instrumento fundamental para o desenvolvimento de programas sócio-culturais. Por ter uma metodologia lúdica e atraente, de fácil aplicação e que não exige custos altos de investimento vem alcançando resultados eficientes em Alagoas.

Mais informações: Claudete Felix (21) 9357 0034; Helen Sarapeck (21) 8181 8183 ou Thiago Sampaio (82) 3326-3133/9905-0575.

10 luglio

Informes

 

CONVITE ESPECIAL

 

Nesta sexta-feira as 16h00 irá acontecer uma apresentação de TEATRO POPULAR no Teatro Jofre Soares – SESC – Centro.   Na oportunidade, iremos poder assistir uma encenação que mostra um fato de violência contra a mulher, acontecido na Comunidade - Vila Emater, cujos moradores, participantes das Oficinas irão encenar.

Será um momento de teatro-fórum na proposta do Teatro do Oprimido, o qual faz parte do Projeto Oficina de Teatro Popular no Nordeste, coordenado pelo Centro de Teatro de Oprimido – CTO / Rio.

Marque sua presença e participe!

 

Demonstração do Teatro do Oprimido - Teatro-Fórum

Local: Teatro Jofre Soares – Centro – Maceió – AL

Horário: 16h00

ENTRADA FRANCA

(Mas levar algum alimento não perecível vai ser muito importante para se doado a comunidade)

08 luglio

Movimento Negro

 
 
Reunião Cancelada II
 
 
A reunião entre a Fundação Cultural Palmares e os segmentos afro-alagoanos, que estava prevista para esta quarta (09) às 18h no Neab-Ufal, foi adiada! Amaurício de Jesus, secretário geral do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal) recebeu um telefonema do presidente da Fundação, Sr. Zulu Araújo, que informou a mudança de agendas e a impossibilidade de comparecer ao encontro. Porém, a nova data não foi definida.
06 luglio

Cultura

 
 

O Teatro do Oprimido Alagoano

 

O Centro de Teatro do Oprimido - CTO, com patrocínio da Petrobras, e em parceria com a Fundação Municipal de Ação Cultural e o SESC-AL, anuncia a realização da segunda etapa de formação de Multiplicadores de Teatro do Oprimido, para representantes de Grupos Culturais, Pontos de Cultura e Movimentos Sociais.

            Este curso acontece de 07 a 11 de Julho, em Maceió. Para conferir os resultados desta etapa, haverá Evento Público, gratuito, no dia 11, às 16h, no SESC Centro, com apresentação de espetáculo de Teatro-Fórum de jovens e exposição da Estética do Oprimido.

Com quase quatro décadas de existência, praticado em cerca de 70 países, por todo o mundo, e em 19 estados brasileiros, o Método de Augusto Boal avança Alagoas adentro, sendo praticado no sertão, no agreste e no litoral, beneficiando crianças, jovens, adultos e idosos; homens e mulheres; em aldeias, acampamentos, comunidades quilombolas, assentamentos rurais, comunidades empobrecidas, escolas e universidades; tanto no campo e quanto na cidade. O Teatro do Oprimido tem ampliado as possibilidades de expressão de diversos grupos, auxiliando na busca de alternativas de solução para problemas reais.

Cerca de 40 Multiplicadores, em processo de formação, atuam intensamente em Palmeira dos Índios, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Matriz de Camaragibe, Fleixeiras, União dos Palmares, Murici e Maceió, entre outros, formando a identidade do Teatro do Oprimido Alagoano, que já tem a marca registrada da riqueza cultural do estado.

Por ser uma metodologia lúdica e atraente, de fácil aplicação, com potenciais extraordinários de multiplicação, que não exige custos altos de investimento e alcança resultados eficientes, o Teatro do Oprimido é um instrumento fundamental para o desenvolvimento de programas sócio-culturais em áreas com recursos escassos. Essas características do Método são alguns dos motivos que determinaram o sucesso da difusão do Método em Alagoas.

Se desejar conhecer um pouco do desenvolvimento do Teatro do Oprimido em Alagoas, compareça ao SESC Centro, que fica na Rua Barão de Alagoas, 229, Centro, (ao lado da Secretaria de Educação, em frente à antiga Rua das Árvores), No dia 11 de Julho, sexta-feira, às 16h.  Entrada franca!

 

Mais informações: Claudete Felix (21) 9357 0034; Helen Sarapeck (21) 8181 8183 ou Thiago Sampaio (82) 3326-3133/9905-0575

Fonte: Assessoria

Mobilização

 
 
 
 
Texto e fotos: Helciane Angélica
Jornalista (1102 – MTE/AL)


Lideranças do movimento negro de Alagoas solicitaram uma reunião extraordinária com a Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura. Já que o presidente Zulu Araújo encontrava-se na capital alagoana para prestigiar a abertura da exposição fotográfica “A Alma da Bahia”.


A reunião foi agendada para o sábado (05), às 15h, no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade Federal de Alagoas. Porém, num total desrespeito, os 30 representantes de vários segmentos afros foram surpreendidos com o cancelamento por telefone, alegando-se que teria outra reunião e não daria tempo de retornar para o aeroporto.


Com a sala fechada e muitas deliberações a serem tomadas, foi preciso improvisar o local da reunião. Primeiramente no pátio do Espaço Cultural da Ufal, e com a chegada da chuva tiveram que seguir para os corredores, sem qualquer conforto. Estavam presentes, integrantes de grupos políticos-culturais, capoeiristas e religiosos de matriz africana.
 


Na ocasião, foi lida a portaria publicada no Diário Oficial da União, em 26 de maio, que possui regras e proibições no Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Discutiu-se a ausência de autonomia do comitê gestor do Parque, pois as informações e os projetos chegam incompletos, e a decisão final é sempre da Fundação. As lideranças também denunciam a falta de transparência das deliberações; a exclusão da cadeira que represente a capoeira; e o descrédito que os segmentos afro-alagoanos vêm sofrendo.
 
 
A nova data do encontro foi programada para quarta-feira (09) às 18h, no mesmo local. As lideranças entregarão uma Carta com questionamentos e reivindicações para o Presidente da Fundação Cultural Palmares. E para dar visibilidade às suas ações, estão convocando todos os meios de comunicação para uma coletiva, uma hora antes da reunião.

Cultura

 
 
 
 
Por: Helciane Angélica - Jornalista (1102 – MTE/AL)


“A alma da Bahia” foi captada pelas lentes da fotógrafa e antropóloga italiana, Patrizia Giancotti. A exposição é promovida pela Fundação Sônia Ivar e conta com o patrocínio da Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura. Depois de Salvador (BA), Alagoas é o segundo local a receber a exposição, que se encontra no Museu Théo Brandão.

Na solenidade de abertura realizada na noite de sexta-feira (04), o público prestigiou a orquestra de berimbaus, composta por 12 mestres de capoeira que integram o Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas. Porém, sem qualquer pronunciamento inicial e saudação de boas vindas às pessoas que estavam presentes, as portas do salão foram abertas para visitação. Também teve uma palestra sobre a África e um coquetel afro no encerramento.

Estiveram presentes autoridades como Zulu Araújo, Presidente da Fundação Cultural Palmares; Elis Lopes, Gerente Quilombola do Governo de Alagoas; Clara Suassuna, Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Ufal; Religiosos de Matriz Africana; lideranças do movimento negro alagoano; professores e estudantes.

São aproximadamente 100 fotos, decorrentes de 13 anos de pesquisas e vivências, que abordam o cotidiano, a cultura e a religiosidade do povo baiano. Em cada ambiente da exposição, o público tem acesso a cores, aromas e música afro. Onde literatura, arte e imagens se complementam, além de ser possível sentir a força da natureza e a energia da religiosidade afro.

De acordo com Patrizia Giancotti, o interesse em abordar os afro-descendentes começou bem antes de se tornar antropóloga: “É uma coisa muito misteriosa. Na realidade, eu estava estudando a História do Cinema, depois fui chamada para fazer um trabalho no Rio de Janeiro. Eu não conhecia o Brasil nem falava português, depois viajei sozinha para a Bahia e ali comecei a mudar todo o meu rumo de estudos. Por isso virei antropóloga, não o contrário, me tornei antropóloga para estudar os afro-descendentes”, declarou.

Patrizia afirma que trabalhou o Brasil todo, inclusive, a Amazônia, mas a Bahia foi o local que lhe ajudou na tese de Antropologia. “A Bahia foi uma pesquisa importante, porque minha tese de Antropologia é sobre a mãe de santo no candomblé. Então, morei e fiquei pesquisando isso, e tendo a possibilidade de fazer fotos de rituais que geralmente não são permitidos”, disse.

A exposição ficará em Maceió até 04 de agosto, depois segue para Brasília, Rio de Janeiro, Ceará e também no exterior, passando pela Argentina e Itália. A entrada é gratuita, e as visitas no Museu Théo Brandão acontecem de terça a sexta-feira, das 9 às 17h; e no sábado das 14 às 17h.
 
 

Parceria

 
 

Segmentos Afro-alagoanos confirmam parceria com OAB-AL

 

Por: Helciane Angélica - Jornalista (1102 – MTE/AL)

           

            Na sexta-feira (04) foi realizada uma reunião especial entre segmentos afro-alagoanos e a Comissão de Defesa das Minorias Étnicas Sociais da OAB-AL. Foi discutida a importância do movimento social negro e a necessidade de ampliar a comunicação entre as entidades, dar visibilidade às ações nos meios de comunicação, além de fortalecer o relacionamento com a Ordem.

Outro ponto de destaque é a necessidade de divulgar as Leis que defendam os afro-descendentes, para os mais diversos públicos. “A gente tem um público que está mal-educado. Nós temos uma educação que não exalta a nossa etnia, e se a gente não conhece, como vai se reconhecer? E nós temos a obrigação de sermos educadores, pois entramos em contato diariamente com pessoas que não se identificam, que não se respeitam e não tem auto-estima. Também existe uma carência muito grande na divulgação dos direitos e deveres”, declarou Filomena Felix, ativista negra.

            Dentre as entidades que já se comprometeram em atuar em parceria com a Comissão da OAB, foram: Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal); Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; União de Negros pela Igualdade (Unegro-AL); Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Ufal; Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás; Núcleo Lésbico Dandara; Ilê Axé D’Oxúm Panda; Centro de Estudos Afro-Alagoanos Quilombo e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro.

O próximo encontro foi marcado para 25 de julho, às 14h, no mini-auditório da OAB-AL. E todos os segmentos afro-alagoanos estão convidados. Serão discutidas as idéias de encaminhamento para a produção de uma cartilha e a realização da I Conferência Estadual dos Segmentos Afro-Alagoanos.