Coordenador de Cultura do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e ativista há mais de 20 anos
Ao saber da formação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) no ano passado, fiquei extremamente feliz e cheio de esperança.
Sua existência proporciona uma comunicação sincera e comprometida com a causa afro-brasileira. Constatar que em nosso Estado existe profissionais de comunicação unidos e articulados em torno de objetivos inovadores, é motivo suficiente para acreditar nesta nova etapa de transformação da sociedade através da comunicação.
A Cojira é sem sombra de dúvidas uma alavanca primordial no sentido de efetivar consideravelmente essa nova forma de luta e de organização de um povo, que busca cotidianamente sua dignidade e felicidade.
Parabéns a todos os jornalistas cojiranos e que suas presenças sejam ampliadas e fortalecidas sempre!
Programação: 2° Seminário Regional de Promoção da Igualdade
27 e 28.11 no auditório da OAB-AL
27 de novembro - Quinta-feira
8:30- Solenidade de Abertura
Hino Nacional-Coral da OAB Hino de Alagoas-Coral da OAB
Discurso de Abertura Dr. Omar Coelho - Presidente da OAB
Discurso do Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais - Dr. Alberto Jorge Discurso da Presidente da CONPI- Drª. Sílvia Cerqueira Apresentação da Companhia Teatral Mundo Paralelo
9:30 - 1º Painel: Desenvolvimento da Promoção da Igualdade Racial Drª. Silvia Cerqueira Advogada: Ações Afirmativas e Políticas de Reparação Racial Dr. Hermes Juiz de Direito: Aspectos Constitucionais e a Igualdade Racial Drª. Valdice Gomes - Jornalista: Igualdade Racial no Mercado de Trabalho Debate: Presidente de Mesa: Dr. Helcias Pereira Secretario de Cultural do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô
14:30 - 2º Painel: Violência Doméstica Dr. Liercio Pinheiro Psicólogo: Violência Contra a Criança Drª Irainé Araújo Psicóloga: Violência a Mulher e ao Idoso Dr. Ivan Bergson Advogado: Aspectos Jurídicos na violência Doméstica Debate: Presidente de Mesa: Drª. Sônia Lopes Sampaio - Psicóloga
16:10 - 3° Painel - Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência Drª. Roseane Cavalcante de Freitas (EDEFAL): Evolução Normativa dos Direitos dos portadores de deficiência
Drª Maria Denise Moura Guimarães - Psicóloga: Descriminação existente com relação aos portadores de transtornos mentais
Debate: Presidente de Mesa: Drª Irainé Araújo - Psicólogo
28 de novembro - sexta-feira
8:30 - 1°Painel: Questões Indígenas após a Constituição de 1988 Dr. Ivan Soares Antropólogo do MPF: Situação Legal dos Índios e suas Garantias Prof. Jorge Vieira: Povos Indígenas do Nordeste: Da Integração a Afirmação Étnica Dr. Sávio Almeida - Prof da UFAL: Indigenismo e Política: O Pensamento MARIÁTIGUI Debate: Presidente de Mesa: Sonja Camelo - Psicóloga
10:10 - 2º Painel: Igualdade de Direito na Saúde e na Vida Dr. Alberto Jorge - Advogado: Direito dos Homossexuais Drª. Zoelma Lima Sexóloga: Homossexualidade: Uma Questão de Opção ou Orientação? Debate: Presidente de Mesa: Sandra Camelo - Sexóloga
14:30 - 3° Painel: Intolerância Religiosa Padre Manoel Henrique: Atuação da Igreja Católica no Combate a Intolerância Religiosa Pastora Odja Santos: A importância de um Núcleo Afro no Contexto Evangélico. Prof Edson Moreira - Teólogo: Religião de Matriz Africana e o Combate do Preconceito Étnico-Religioso. Debate: Presidente de Mesa: Helciane Angelica Santos Pereira - Jornalista
16:30 - Discussão, Aprovação e Leitura Solene do Texto Final da Carta de Maceió sobre a Promoção da Igualdade Criação e Posse da Comissão de Suporte à Comissão de Defesa das Menorias Étnicas e Sociais.
Discurso de Encerramento: Sheila Camelo - Advogada - Membro da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade (CONPI)
Cojira-AL comemora o primeiro aniversário com seminário
Por: Helciane Angélica Jornalista e integrante da Cojira-AL / Presidente do Anajô
No dia 24 de novembro de 2007, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) dava um passo importante, instalou oficialmente, o primeiro coletivo do Nordeste voltado para o desenvolvimento de ações sobre as questões étnico-raciais. Assim, deu-se início a trajetória da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL). Para comemorar em grande estilo, a entidade realizará nos dias 29 e 30 de novembro, o seminário “200 anos da imprensa no Brasil: avanços e desafios da mídia étnico-racial”.
O grupo ainda é pequeno, formado por jornalistas e acadêmicos negros e não-negros, comprometidos com a produção de material jornalístico que exalte a cultura afro e os avanços sócio-políticos; divulga as atividades do movimento social negro; além de denunciar irregularidades, casos de racismo e intolerância religiosa.
As ferramentas de trabalho resume-se a este blog com informações de âmbito local e mundial; e a Coluna Axé, publicada todas às terças-feiras na Tribuna Independente, jornal pioneiro na implantação de um espaço com esse recorte étnico no Estado. Porém, os integrantes têm planos para produzir cartilhas, pesquisas e livros sobre a temática.
Para a realização do evento, os organizadores contam com o apoio do Cesmac, Algás, Fundação Cultural Palmares, Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), Federação das Indústrias de Alagoas, Secretaria Estadual de Saúde e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (entidade do movimento negro alagoano).
Programação
As atividades serão iniciadas a partir das 8h, com o credenciamento e o acolhimento afro no Teatro Linda Mascarenhas, localizado no bairro do Farol em Maceió. Após a abertura oficial, começam as exposições de temas importantes, que foram divididos em painéis e desencadearão ricos debates.
No primeiro painel que possui o nome do evento, subdivide-se em dois perfis: “Aspectos históricos e a importância da mídia étnico-racial” e “Estética negra, auto-estima e o papel da Imprensa”, respectivamente, ministrados por: Nelson Inocêncio (Jornalista e Professor de Comunicação na UnB) e Ana Claudia Laurindo (Cientista Social e Mestra em Educação na Ufal).
Após um pequeno intervalo, terá o painel II com o tema: “Mídia e conjuntura afro-brasileira”, também dividido em dois perfis: “Mídia e Religiosidade Afro” que terá as explicações da ialorixá Neide Martins (Grupo União Espírita Santa Bárbara - Guesb), e também, outro tema polêmico “Políticas de Ações Afirmativas, Leis de combate ao racismo e intolerância”, conduzido pelo advogado Alberto Jorge Ferreira (Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnico-Sociais da OAB-AL).
No período da tarde, acontecerá um almoço e o momento de confraternização no Bar da Comunicação Afro-Cultural na sede do Sindjornal. Também terá cerveja a preço promocional, no valor de R$ 1,00 (um real). Para abrilhantar a festa, a banda de reggae Civilização Roots interpretará músicas próprias e os sucessos de Bob Marley, Tribo de Jah e Edson Gomes.
Para enriquecer a programação do seminário, no domingo (30) acontecerá uma visita étnico-cultural na Serra da Barriga em União dos Palmares. O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô foi convidado para repassar as explanações históricas sobre a importância do maior quilombo do mundo (lideranças quilombolas, herança-cultural, organização sócio-política e militar); serão realizadas trilhas e dinâmicas de relaxamento; além de levar o grupo para conferir a realidade da comunidade remanescente de quilombo Muquém. Serão disponibilizados dois micro-ônibus que sairão da Casa da Comunicação/Sindjornal às 8h, e o retorno à Maceió está programado para às 15h. As vagas são limitadas e destinadas para os jornalistas que participarem de todo o evento.
Representatividade
O tratamento dado pela mídia à população afro-descendente tem se caracterizado pela invisibilidade e pela manutenção de estereótipos. Reverter este quadro é papel dos jornalistas comprometidos com o interesse público e com a democratização dos meios de comunicação.
Recentemente, foi implantada a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial(Conjira), órgão consultivo de assessoramento da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), que congrega todos os 06 (seis) coletivos no Brasil que trabalham as questões étnico-raciais no movimento sindical de jornalistas: o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Cojiras do Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Alagoas e Bahia.
Aos poucos, os coletivos enfrentam os obstáculos e ampliam suas ações, com o fortalecimento de produtos midiáticos (entrevistas, artigos, fotos, reportagens) durante o ano inteiro e não apenas nas datas nacionalmente conhecidas (13 de maio e 20 de novembro); realizam seminários e debates sobre a conjuntura da população afro-descendente; investem na publicação de livros, pesquisas e outros. O próximo passo será a execução do I Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial em 2009, as discussões já começaram, e tem tudo para ser um sucesso.
Serviços
Seminário: “200 anos da imprensa no Brasil: avanços e desafios da mídia étnico-racial” Dias: 29 e 30 de novembro Local: Palestras – Teatro Linda Mascarenhas Bar da Comunicação – Sindjornal Visita étnica - Serra da Barriga/ União dos Palmares
Inscrições gratuitas na sede do Sindjornal (Rua Sargento Jaime, 370, Prado - esquina com a Av. Assis Chateaubriand) ou pelo telefone: (82) 3326-9168
A sociedade civil alagoana está sendo convidada a prestigiar a Missa da Paz no dia 27, às 18h, na Catedral Metropolitana de Maceió. Realizada toda última quinta-feira do mês, desta vez, abordará um tema especial: “Juntos pela paz e pela vida! Pelo respeito às diferenças”, além de integrar as celebrações do mês da consciência negra. Participe!!!
OAB/AL promove encontro sobre Promoção de Igualdade
Nos próximos dias 27 e 28 de novembro, acontece, no auditório da OAB Alagoas, o 2° Seminário Regional de Promoção da Igualdade. O evento é uma iniciativa da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O encontro será uma etapa preparatória para o Seminário Latino Americano de Promoção da Igualdade e tem por objetivo discutir temas relacionados à inclusão social e promoção da igualdade na sociedade.
A abertura do evento vai contar com a presença do presidente da OAB/AL Omar Coelho de Melo, da presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igual do Conselho Federal da OAB, Sílvia Cerqueira e do presidente da Comissão de Defesa das Minorias Alberto Jorge. A programação dos dois dias se estende com mesas temáticas sobre os direitos das crianças, GLBTS, portadores de necessidades especiais, negros, mulheres, índios e idosos. A expectativa é encerrar o evento com a formação da Comissão de Suporte à Defesa das Minorias Étnicas e Sociais.
Segundo a advogada Sheila Camelo, que integra a CONPI, o seminário é uma oportunidade especial de crescimento coletivo e individual. Ela explicou que o encontro é uma prévia do evento internacional que será realizado em Salvador (BA). “Queremos promover mudanças na sociedade. A nossa finalidade é tentar diminuir as desigualdades com o apoio desses movimentos”, afirmou. No final do encontro será redigido o texto da Carta de Maceió sobre a Promoção da Igualdade.
O evento está com inscrições abertas na sede da OAB. Para participar é necessário um quilo de alimento não perecível. O que for arrecadado será doado a Comunidade Nova Jericó que funciona em Marechal Deodoro e atua no tratamento de dependentes químicos. Mais informações pelo 9997-9289.
Ato político-cultural e religioso marca 20 de novembro em Alagoas
Por: Helciane Angélica
Jornalista / Integrante da Cojira-AL / Presidente do Anajô
Cerca de 200 religiosos de matriz africana oriundos de 80 casas de axé de várias matrizes (Nagô, Gêgê, Umbanda, Geto e Xambá), além de ativistas de vários segmentos afros participaram de um ato político-cultural e religioso no centro de Maceió. A manifestação era contra o descaso dos governos Estadual e Federal, que não disponibilizaram recursos para as atividades artístico-culturais na capital alagoana.
Outra pauta de reivindicação foi a ausência de apoio para o ritual religioso de suma importância que acontece tradicionalmente na madrugada do dia 20 de novembro na Serra da Barriga. O "Axexê", oferenda aos orixás e homenagens aos ancestrais, o qual reverencia os quilombolas mortos em nome da liberdade, abre os caminhos, traz boas energias e purifica a subida até o palco da resistência negra.
Durante muitos anos, o ritual sagrado era conduzido por babalorixás e ialorixás da Bahia, e com a organização das Casas de Axé em Alagoas, foi assumido religiosos alagoanos. A cerimônia que tradicionalmente faz parte da programação foi abortada, porque as promessas com a garantia do translado, a compra dos objetos e alimentos para as oferendas não foram cumpridas até a véspera do ritual.
Segundo Maurício Reis, Diretor de Patrimônio da Fundação Cultural Palmares, a instituição não pôde atender tudo que havia sido solicitado, mas foi ofertada uma contra-proposta. “Nós disponibilizamos transporte e alimentação. O quantitativo que eles queriam eram para 300 pessoas e dentro de nossas possibilidades, nós não tínhamos recursos para isso”. A FCP sugeriu uma quantidade menor: “Seriam para aproximadamente 99 pessoas, mas eles não se sentiram contemplados”, declarou em entrevista a uma emissora de TV.
ATO
A atividade teve início com um cortejo afro que percorreu as ruas do centro de Maceió até a Praça Zumbi dos Palmares. O afoxé Odô Iyá conduziu o batuque afro e destacou a dança-afro, também, tiveram faixas que ressaltavam a indignação: "O povo do axé exige o respeito da Fundação Cultural Palmares" e "Religião de matriz africana é força e resistência da luta de Zumbi".
Na praça esperavam as bandas percussivas Baque Alagoano e Orquestra de Tambores que abrilhantaram ainda mais o “Xirê” (culto aos orixás, realizado em círculo), em baixo de sol forte, que foi acompanhado pelos meios de comunicação do Estado.
A ocasião também foi propícia para a passagem de uma Moção de repúdio aos últimos acontecimentos, que foi assinada pelos presentes, onde solicitava mais respeito.
Dentre as organizações que prestigiaram a celebração, estavam: Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal); Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); Comissão de Defesa das Minorias Étnico-Sociais da OAB-AL; Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro; Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Companhia Teatral Mundo Paralelo; Fundação Afonso Arinus.
Confiraosdepoimentos:
“Precisamos ser fortes, marchar no mesmo caminho e confiar em Olorum (deus da guerra). Pedimos proteção, muita paz e axé. Estamos aqui um por todos e todos por um” – Pai Maciel(O mais antigo Babolorixá de Alagoas)
"Nós não estamos pedindo autorização para subir a Serra não, estamos dizendo que a Serra da Barriga é nossa!" – AmauríciodeJesus (Professor; Fenal; Coordenador do Ponto de Cultura Quilombo Cultural dos Orixás/Casa de Iemanjá)
"Eu fiquei muito triste com as coisas que estão acontecendo, as questões políticas e as decisões impostas. Desde 1993, as atividades também aconteciam aqui (Praça Zumbi dos Palmares - Maceió) e a gente conseguia colocar 400 pessoas nesse espaço. (...) Muitas pessoas do nosso grupo fizeram questão de não subir a Serra esse ano, não nos sentíamos contemplados. Nosso quilombo, também é aqui!" – Wilson Santos (Orquestra de Tambores)
“Todos os anos nós vamos a Serra da Barriga realizamos nossas atividades. Nós dançamos, fazemos nossas oferendas, mas também, precisamos aprender a fazer um ato político-cultural. Nós não somos qualquer um, merecemos respeito! Aonde tiver justiça, Xangô estará com a gente” – Alberto Jorge Ferreira (Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnico-Sociais da OAB-AL).
“Qualquer manifestação aqui em Alagoas ou em qualquer outro lugar sobre a importância de Zumbi merece respeito e tem sua relevância. A gente sabe também que ele não é herói apenas de União, é nacional. Maceió não poderia ficar fora da programação e esse momento é de extrema importância, onde não deixamos de dar o nosso grito de axé”. – Benedito Jorge (Integrante da Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro).
“Esse é um momento histórico. Mostra de uma vez por todas que vocês não devem ser tutelados, devem assumir o controle das ações. É um momento único” – Edson Bezerra (Antropólogo e Sociólogo).
"Estou satisfeita pela união e a força de todos nós. Quero dizer uma coisa, Zumbi não está só na Serra não, está aqui entre nós!” – Mãe Mirian (Ialorixá)
* 22/11 – Misa Acústico O cantor Igbonan Rocha apresenta seu novo espetáculo "Vertente Musical", com repertório variado, no projeto Misa Acústico. Ingressos no Museu de Imagem e do Som (Misa), por R$ 5,00.
* 22/11 – Negro e Bíblia A Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro realizará um encontro estratégico para discutir o tema: "Bíblia na ótica da Teologia Negra". Vagas limitadas! Taxa de participação: R$5,00. E a partir das 19h30, aberto ao público, terá o lançamento da segunda edição da revista Flor de Manacá, que enfoca a mulher negra. Mais informações: (82) 8814-6084 / pastoraldanegritudeibp@yahoo.com.br.
* 23/11 – Teatro Afro O espetáculo "Transversalidade de idéias, uma declaração de amor a Serra da Barriga", da Companhia Teatral Mundo Paralelo, será apresentado no Teatro de Arena (ao lado do Teatro Deodoro) a partir das 17h, em Maceió. Ingressos com preço popular de R$ 2,00, podem ser adquiridos no Sintep – Rua Lourival Viera Castro, 32, Prado. Mais informações: (82) 8853-5865.
*27/11 – Missa da Paz A Catedral Metropolitana de Maceió sediará uma Missa pela Paz especial, a partir das 18h. A missa é realizada toda última quinta-feira do mês, e no período que acontecem várias ações para celebrar o mês da consciência negra, terá o tema: "Juntos pela paz e pela vida! Pelo respeito às diferenças". Todos estão convidados!
Material enviado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL)
Muxima dos Palmares, o "palácio" dos guerreiros quilombolas, é considerado o espaço contemplativo mais importante
Texto: Helciane Angélica
Jornalista / Presidente do Anajô / Integrante da Cojira-AL
Fotos: Divulgação
O Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares (AL) completou um ano de instalação no último dia 19 de novembro. O primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana das Américas foi entregue pelo Instituto Magna Mater, entidade que idealizou o projeto e captou recursos.
A Serra é considerada um solo sagrado e de resistência do povo afro-brasileiro, teve seu reconhecimento quando foi tombada em 1985 como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Trata-se de um local de grande importância política-cultural – é o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro).
Em janeiro deste ano, ocorreu um incêndio na Serra de grande proporção onde faltaram apenas 60m para atingir o platô. Preocupados com o descaso e ausência de medidas para a sustentabilidade do Parque, lideranças do movimento negro alagoano promoveram o II Debate Estadual sobre a Serra da Barriga, com o objetivo de discutir a conjuntura e propor alternativas às autoridades.
Muitas promessas foram apresentadas, principalmente, pela Fundação Cultural Palmares/Minc (instituição responsável pelo patrimônio). No entanto, os problemas só continuaram: devido a grande quantidade de chuvas e raios, os equipamentos de som foram danificados e sem funcionamento durante cinco meses; os bancos estão sujos e esverdeados; o acesso alterna entre os buracos, estrada de barro e paralelepípedos); os moradores encontram-se marginalizados, sem condições de executar os conhecimentos adquiridos em oficinas; sem a licitação, o restaurante está inativo; dentre outras questões.
Boa parte do ano o local ficou abandonado, mesmo com a implantação de um comitê gestor responsável pelas demandas administrativas. Muitas providências precisam ser tomadas e infelizmente a sociedade civil não tem acesso as deliberações.
Infra-estrutura
As construções foram concebidas para dar maior conforto aos visitantes, valorizam o recorte étnico e exaltam a arquitetura africana. Antes, qualquer pessoa que subisse a Serra não teria local nem para sentar, pois a infra-estrutura era desenvolvida apenas para o período festivo (novembro).
Os turistas desfrutarão de espaços temáticos, nomeados com palavras de origem banto, como o batucajé (dança ao som de tambores) que abriga o posto de informações e uma roda de capoeira, o restaurante kúuku-wáana (banquete familiar), onjó de farinha (casa de farinha), onjó cruzambê (Casa do Campo Santo), oxile das ervas (Terreiro das ervas), ocas indígenas e o palácio Muxima de Palmares (Coração de Palmares) – todos em formato de pau-a-pique,cobertura vegetal e madeira de eucalipto alto clavado. As paredes de alvenaria são recobertas com taipa para se aproximar da arquitetura da época.
Para favorecer a contemplação, textos são interpretados em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano) em pontos estratégicos com um sistema inédito de áudio, são eles: espaço “Acotirene: uma saudação aos orixás”; “Quilombo dos palmares: a saga de palmares”; “Ganga-Zumba: palmares é uma nação”; “Zumbi: palmares é resistência e luta pela liberdade”; “Caá-puêra: dançando, comendo e bebendo” e “Aqualtune: reflexão, meditação e oferendas”.
Dentre os artistas nacionais consagrados que emprestaram suas vozes para a locução estão: Carlinhos Brown, Chica Xavier, Djavan, Leci Brandão e Tony Tornado. Na Lagoa dos Negros e próximo à Gameleira Sagrada é possível sentir as boas energias da natureza e escutar a música “Sossego” composta por Leila Pinheiro e arranjos do maestro Almir Medeiros.
Confira todas as informações sobre os espaços contemplativos, fotos e áudios, no site www.quilombodospalmares.org.br.
O Governo de Alagoas entregará nesta quarta-feira (19) a Comenda Ordem do Mérito dos Palmares, para 10 personalidades que atuam no desenvolvimento sócio-econômico e cultural, além de se destacarem na realização de iniciativas que valorizam o recorte étnico.
Criada em 1983, a comenda é a mais importante do Estado, encontra-se dividida em cinco graus delimitados: Grã Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e um escudo Cavaleiro. Os nomes foram escolhidos por uma comissão composta por pessoas de diversos segmentos, coordenada pelo Conselho Estadual de Cultura e encaminhada para o Governador Teotonio Vilela Filho.
A solenidade está agendada para às 19h, com a presença das autoridades políticas e lideranças dos segmentos sociais. Dentre os homenageados do movimento negro, estão a ialorixá Maria Neide Martins (Mãe Neide) e o mestre de capoeira Lizanel Cândido da Silva (Mestre Jacaré).
Os outros contemplados com a comenda, são:
Eliana Cavalcanti - bailarina e professora
Elinaldo Barros - jornalista e cineasta
Guilherme Palmeira - ministro do TCU
Jayme Lustosa de Altavila - advogado e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL)
João Carlos da Silva (João das Alagoas) - artesão
José Fernandes de Holanda - desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ)
José Medeiros - médico e intelectual
Luiz Fernando de Almeida - presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
15 de Novembro LOCAL: Comunidade Remanescente de Quilombo Muquém
Hora: 18h00min Programação: Nel do Reggae Grupo Ogãs
17 de Novembro LOCAL: PRAÇA BASILIANO SARMENTO – União dos Palmares
Hora: 15h00min às 18h00min Programação: · Roda de Capoeira - Projeto ESCA · Banda Afro Zumba - AGRUCENUP · Apresentação Teatral - Projeto ESCA · Hip – Hop - Projeto ESCA · Grupo de Dança Afro Muzimba - AGRUCENUP
Hora: 19h30min às 23h00min Programação: · Côco de Roda – AGUCENUP · Banda Afro Zumba - AGUCENUP · Banda Isergoria – AGRUCENUP
18 de Novembro LOCAL: PRAÇA BASILIANO SARMENTO – União dos Palmares
Hora: 15h00min às 18h00min Programação: · Roda de Capoeira - Projeto ESCA · Apresentação Teatral - Projeto ESCA · Hip – Hop - Projeto ESCA · União Zulu Break - AGRUCENUP
Hora: 19h30min às 23h00min Programação: · Banda Afro Revolução - AGUCENUP · Grupo de Reggae Brilho da Paz - AGRUCENUP · Banda França do Reggae - AGRUCENUP
19 de Novembro LOCAL: SERRA DA BARRIGA – União dos Palmares
Hora: 08h00min às 16h00min Oficinas Quilombolas: · Palha e folha de bananeira · Farinhada · Torço e Penteado Afro
LOCAL: PRAÇA BASILIANO SARMENTO – União dos Palmares Hora: 15h00min às 18h00min Programação: · Roda de Capoeira - Projeto ESCA · Apresentação Teatral - Projeto ESCA · Hip – Hop - Projeto ESCA · Grupo de Teatro Vixe Maria - AGRUCENUP Hora: 19h00min Programação: · Lavagem da Casa Jorge de Lima - GUESB · Noite da Beleza Negra de União dos Palmares · Teatro da UNEAL – Guerreiros da Utopia · Guerreiro União – AGRUCENUP · Grupo Ogãs - AGRUCENUP · Banda Estuário Mangue Beat - AGRUCENUP
20 de Novembro LOCAL: SERRA DA BARRIGA – União dos Palmares Programação: 04:30 – Oferenda aos Eguns - Ancestrais Palmarinos 07:00 – Corrida Zumbi dos Palmares 08:00 – Oficinas Quilombolas: · Palha e folha de bananeira · Farinhada · Torço e Penteado Afro 08:30 – Salva de 21 tiros 09:00 – Colocação de coroa de flores aos 12 quilombolas ·Toque da Orquestra de Berimbau – abraço à Serra da Barriga 09:30 – Pronunciamentos: · Liderança negra · Presidente da Fundação Cultural Palmares · Ministros · Prefeito · Governador 10:00 – Apresentações Culturais: · Teatro – Malungos do Ilê · Grupo de Dança Afro Muzimba · Afoxé Òdo Yá
LOCAL: Praça Basiliano Sarmento - UNIÃO DOS PALMARES Hora: 15h00min às 18h00min Programação · Rodas de Capoeira – (Guerreiro de Aruanda; Muzenza; Negaça; Abadá; Palmares; Raízes de Zumbi; Candeias; Quilombo dos Palmares; Grupo Tradição – AGRUCENUP) · União Zulu Break – AGRUCENUP · União DMC`s – AGRUCENUP · Estuário Mangue Beat - AGRUCENUP · Escrúpulo Douda – AGRUCENUP Hora: 19h30min Programação: · França do Reggae - AGRUCENUP · Banda Raízes de Zumbi – AGRUCENUP · Banda Afro Revolução – AGRUCENUP · MARGARETH MENEZES
21 de Novembro LOCAL: Praça Basiliano Sarmento - UNIÃO DOS PALMARES Hora: 19h30min Programação: · Isergoria – AGRUCENUP · Estuário Mundaú Beat – AGRUCENUP · Raízes de Zumbi – AGRUCENUP · Thiago Correia e Comunidade Quilombola · ADÃO NEGRO - Salvador
22 de Novembro LOCAL: Praça Basiliano Sarmento - UNIÃO DOS PALMARES Hora: 19h30min às 00h00min Programação: · Grupo de Dança Afro Muzinga · União DMC`s – AGRUCENUP · Banda Afro Zumba – AGRUCENUP · Escrúpulo Douda – AGRUCENUP · SANDRA DE SÁ
25 de Novembro
· Seminário “Serra da Barriga: Espaço de Memória da população afro-descendente” Local: Auditório do Teatro Linda Mascarenhas Endereço: Av. Fernandes Lima s/n– Maceió – AL. Inscrição e entrega do material Hora: 19:00 · Abertura · Apresentação Artística e Cultural · Palestra: Parque Memorial Quilombo dos Palmares Expositor: Zulu Araújo – Presidente da Fundação Cultual Palmares Mediador: Prof. Ms. Zezito de Araújo - UFAL Ceia Afro
26 de Novembro Hora: 08h00min · Apresentação Cultural · Palestra Tema: A importância patrimonial da Serra da Barriga para o Estado de Alagoas. Expositor: Mário Aluísio Barreto Melo Mediador: Prof. Ms. Osvaldo Batista Acioly Maciel - UFAL 10:00 – Café Afro 10:30 – Palestra Tema: “Serra da Barriga: a musealização de um território” Expositor: Prof. Célia Regina Ferreira Paiva - Mediador: Prof. Esp. José Roberto Santos Lima - UFAL 12h00min – Intervalo para almoço 14h00min – Apresentação cultural 14h20min– Palestra Tema: Se eles fazem, eu desfaço: A desconstrução da auto rejeição étnico-racial na mídia livresca. Expositor: Prof. Dra. Ana Célia Silva – UEBA Mediador: Prof. Dra. Rachel Rocha - UFAL Debate: 15h30min – Café Afro 16h00min – Palestra Tema: História e Memória dos moradores da Serra da Barriga Expositora: Profª. Dra. Clara Suassuna Fernandes - UFAL Mediador: Prof. Esp. Josélia Monteiro de Barros – NEAB/ UFAL Apresentação cultural Café Afro
Dia 27 de Novembro Hora: 08h00min Apresentação cultural 08h20min – Palestra Tema: Culturas africanas e afro-brasileiras em exposições museológicas. Expositor: Prof. Dr. Marcelo Bernardo Cunha - UFBA Mediador: Prof. Mestranda Irani da Silva Neves – SEMED/Maceió 10h00min – Café Afro 10h30min – Palestra Tema: “Dinâmica do Museu Vivo” Turismo Étnico Sustentável Expositor: Prof. Dr. Lindemberg Medeiros Araujo – UFAL Mediador: Prof. Dr. Alberto Vivar Flores – UFAL 12h00min – Intervalo para almoço 14h00min – Palestra Tema: “Serra da Barriga: SOLO SAGRADO” Expositor: Prof. Ms. Rosa Lúcia – FAT/ AL Mediador: Prof. Mestranda Ana Luiza Araújo Porto - UNEAL 15h30min – Café Afro 14h00min – Palestra Tema: Empreendedorismo Expositora: Verônica Gurgel – SEBRAE Mediador: Prof. Ms. Klébio de Araújo – UNEAL 15h30min - Apresentação cultural Encerramento
Dia 02 de Dezembro SEMINÁRIO SERRA DA BARRIGA: “Desenvolvimento e Progresso para União dos Palmares” Local: Auditório da Prefeitura de União dos Palmares Endereço: Rua Marechal Deodoro, s/n. União dos Palmares/AL Inscrição e entrega do material Hora: 08h00min · Abertura · Palestra Tema: Economia Palmarina e o Turismo Étnico Expositor: Prof. Dr. Lindenberg Medeiros de Araujo - UFAL Mediador: Prof. Josafá Ferreira Campos – SEMED/ União dos Palmares 11h00min – Café Afro 11h30min – Apresentação Cultural Hora: 14h00min MESA REDONDA Tema: União dos Palmares numa perspectiva do empreendedorismo local Expositor: Djalma Roseno Filho – Presidente da Agrucenup Expositor: Albertina Nunes da Silva – Muquém Expositor: José Mendes Amorim – Presidente da CDL/ União dos Palmares Mediador: Prof. Severino Cláudio Figueiredo Leite – SEE/AL 17h00min – Café Afro
Dia 03 de Dezembro Hora: 08h00minh PALESTRA Tema: Empreendedorismo no Turismo Étnico Expositor: Prof. Esp. Neide Mitomari – SEMED/ União dos Palmares Mediador: Prof. Ms. Jairo Campos - UNEAL Hora: 14h00min MESA REDONDA Quilombola Eu Fui, Quilombola Eu Sou! Expositor: Antropólogo Elson Davi – União dos Palmares Expositor: Promotor. Tácito Yuri – Ministério Público de Alagoas Expositor: Prof. Dr. Joseph Scott Allen - UFAL Mediador: Prof. Francisco Petrúcio Cavalcante – Secretaria de Educação de Alagoas 17h00min – Café Afro 17h30min – Apresentação Cultural Encerramento
REALIZAÇÃO Comitê Gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares Prefeitura Municipal de União dos Palmares Associação dos Grupos Culturais e Entidades Negras de União dos Palmares - AGRUCENUP
PATROCÍNIO Fundação Cultural Palmares
APOIO DJUMBAI - PE Núcleo de Pesquisa, Documentação e Informação Histórica – NPDIH/ UFAL Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – NEAB/ UFAL Secretaria de Cultura – SECULT/ AL SEBRAE CDL/ União dos Palmares
Dia da Consciência Negra terá 18 dias de comemoração na Serra da Barriga
Fundação Cultural Palmares participará com oficinas de quilombolas
O Dia da Consciência Negra será celebrado com oficinas e seminários para os que visitarem o município de União dos Palmares, Alagoas, onde se localizava o Quilombo dos Palmares. A programação se estende do dia 15 de novembro ao dia 03 de dezembro, com atividades variadas, como oficinas, rodas de capoeira, teatro, hip hop, entre outras e dois seminários sobre o espaço da Serra da Barriga.
O dia 20 de novembro terá uma programação especial, que começará às 4h30 da manhã, com uma oferenda aos Eguns, ancestrais palmarinos, e terminará com o show de Margareth Menezes. No dia 25 de novembro, terá início o primeiro seminário, chamado Serra da Barriga: espaço de memória da população afro-descendente. O segundo seminário vem em seguida, nos dias 02 e 03 de dezembro, com o tema Serra da Barriga: Desenvolvimento e Progresso para União dos Palmares.
Cerca de 20 comunidades quilombolas, dos estados de Alagoas, Pernambuco e Mato Grosso, vão expor seus trabalhos artesanais em tendas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, inaugurado em novembro de 2007. Duas comunidades quilombolas do município de Santana do Mundaú, em Alagoas, oferecerão aos visitantes oficinas de Farinhada e de Palha, nos dias 19 e 20. Na oficina de Farinhada, os quilombolas explicam todo o processo de fabricação da farinha. Na de Palha, os visitantes vão aprender como fazer esteiras e abanadores de palha.
Estarão presentes na Serra da Barriga, o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o diretor de Proteção do Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP, Maurício Reis. Várias bandas e artistas se apresentarão durante as comemorações, como Sandra de Sá, Adão Negro, Orquestra de Berimbau e Banda Raízes de Zumbi, entre outros.
As atividades acontecerão no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, que fica na Serra da Barriga, e na cidade de União dos Palmares.
Fonte: Assessoria de Comunicação / Fundação Cultural Palmares
A Comissão Estadual de Defesa das Minorias Étnico-Sociais e a Comissão Nacional de Promoção da Igualdade, ambas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), juntamente, com lideranças dos segmentos sociais organizam o II Seminário Regional de Promoção da Igualdade.
O evento será realizado nos dias 27 e 28 deste mês, e servirá de preparatório para o I Seminário Sul-Americano de Promoção da Igualdade. Dentre os temas, estão: desenvolvimento da promoção da igualdade racial; violência doméstica; direitos das pessoas com necessidades especiais; direitos e conjuntura dos povos indígenas; intolerância religiosa.
O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô estará presente na atividade, com representantes na condição de participantes e, também, fomos convidados para atuarmos como palestrante e mediadores. No primeiro dia (27), teremos Helcias Pereira(Secretário de Cultura do Anajô) como presidente de mesa do painel 1 "Desenvolvimento da Promoção da Igualdade Racial", onde Valdice Gomes (Presidente do Sindjornal / Vice-Presidente do Anajô / Integrante da Cojira-AL) será uma das palestrantes e ministrará o tema "Igualdade Racial no mercado de trabalho". Já no último painel da sexta-feira (28), Helciane Angélica (Presidente do Anajô / Integrante da Cojira-AL) coordenará o painel sobre "Intolerância Religiosa".
A próxima reunião está agendada para sexta-feira (14), às 15h, no mini-auditório da OAB-AL. Lideranças de qualquer segmento social pode participar das discussões.
E no Brasil, quando vamos ter um(a) presidente(a) da República negro(a)? A pergunta procede porque se hoje há um consenso nas declarações públicas, de cima a baixo, a começar de Lula, festejando a vitória de Barack Obama lá no norte, quantas gerações ainda o Brasil aguardará para sentir o mesmo orgulho visto mundo afora pelo exemplo dado pela vigorosa democracia estadunidense? Quantas décadas ainda serão necessárias para que se geste aqui um(a) candidato(a) com similares back-ground e antecedentes étnicos, para o(a) qual sejam oportunizadas - como os Estados Unidos agora enfatiza - condições iguaise equitativas de disputa política pelo poder real?
É muito gostoso, confortável até, palpitar sobre a vida e a sociedade alheias. Mas, e a nossa? Os Estados Unidos tem uma minoria negra que em sua história em média nunca ultrapassou os 13% no conjunto da população. Óbvio que não foi essa minoria, de cujo percentual deve ser subtraído um expressivo número de abstêmios e contrários, tão somente ela a responsável pela consagração de Obama. Ressalte-se, ademais, que ao se definir "negro" pelos critérios ali adotados estamos falando do clássico conceito de Oracy Nogueira (Tanto Preto Quanto Branco, 1954), isto é, considera-se negro quem tem antepassado afrodescendente até a quinta geração, independentemente do seu fenótipo. Por esse viés, entre aqueles 13% se inclui inclusive gente que em terra brasilis seria considerada loira. Tá bom: morena, cravo-e-canela. Aqui se é tudo, menos negro, como demonstrou o recenceamento do IBGE na década de 1980, quando a tabulação dos resultados encontrou mais de 120 auto-definições para os entrevistados que não poderam se declarar simplesmente brancos.
Nessas plagas, onde os afrodescendentes em toda a história senão expressiva maioria populacional sempre beiraram pelo menos os 40%, o critério de definição são os caracteres físicos, aparentes, como argumentou Nogueira. Na medida em que a sociedade estadunidense, após o fim da escravidão com a sanguinolenta guerra civil de 1861-65 (há um ensaio de Edmund Wilson sobre o tema, Sangreira Patriótica, 1962), construiu nas tensas relações raciais o princípio dogmático "separates but equals" (separados, mas iguais), os negros vítimas de violenta segregação e da lei de Lynch foram como "forçados" a se organizar em auto-defesa, minoria que sempre foram. Essa organização, se problemática e faccionada, no geral resultou em ganhos. Que se aceleraram a partir de 1954, depois de a Suprema Corte declarar inconstitucional a doutrina "separados, mas iguais". Esse foi o importante fato jurídico inaugural de impulso ao amplo movimento de "direitos civis". O pastor Martin Luther King Jr. e o presidente John Fitzgerald Kennedy, ambos depois assassinados por fanáticos radicais, são os emblemas desse movimento.
O que surpreende e deixa o mundo encantado com a eleição de Obama é justamente a percepção geral de quanto nos Estados Unidos a "raça" é e sempre foi fator de dissenso, de tensões extremas. A guerra civil ou de secessão que quase destrói o país, resultando na morte de 2% da população (em números de 2008 seriam quase 6 milhões de pessoas!) poderia ser evitada se Abraham Lincoln, presidente de 1861 a 1865 (também assassinado), não se empenhasse em acabar com a escravidão negra, estratégica opção econômica. De meados da década de 1950, por mais de 15 anos ininterruptos os EUA foram internamente engolfados por uma sucessão de batalhas, concomitantemente jurídicas, legais e civilmente públicas, com mais tumultos de rua e mais assassinatos, a exemplo de Malcolm-X e do senador Bob Kennedy, provável sucessor do irmão ex-presidente. Tais conflitos, registrados na imprensa do mundo todo, num momento histórico externamente delicado das guerras fria e do Vietnã, levaram o presidente Lindon Johnson (1963-1969) ordenar em 1967 um amplo diagnóstico, feito pela "Comissão Kerner", por ele nomeada. Sete meses depois, o veredito que impactou a mentalidade nacionalista de suas elites: "Nossa nação está caminhando para dividir-se em duas sociedades, uma negra, outra branca - separadas e desiguais".
A ascensão de Obama comprova que as instituições políticas, sociais e econômicas daquele país de contrastes, por sua elite de mando souberam ler e compreender o alerta da "Comissão Kerner". Tomaram a si, com a implementação de um conjunto de políticas de ação afirmativa, a responsabilidade de evitar o que predizia tão chocante diagnóstico. A decisão de evitar o pior não foi fruto de iniciativas restritas aos sucessivos governos a partir de Kennedy, Johnson e Richard Nixon (1969-1974), este o que agiu para a efetiva implantação de políticas para as minorias. Oferecer, principalmente aos negros, meios que oportunizavam a igualdade de condições para competir em espaços antes restritos a não-negros, esta é a ciência que está na base da vitória eleitoral que muda para sempre a história do mundo moderno, pelo peso e pela importâcia dos Estados Unidos.
Muito teriam a aprender as elites brasileiras de mando, se não apenas se regozijassem pelo exemplo dado pela democracia americana, há muito louvada desde Tocqueville. Aos que nos últimos tempos por aqui excomungaram as ações afirmativas focadas aos negros, apelando para um suposto (mas desinformado) fracasso de tais politicas naquele país (o ataque começou com a eleição em 1981 de Ronald Reagan), eis aí a prova inconteste.
É mister que para os recalcitrantes contrários a qualquer tipo de avanço que resulte na ascensão de negro(a)s brasileiro(a)s a postos de relevância política ou econômica, sem nisso admitir as sutilezas do racismo pátrio na exclusão daqueles não apenas dos quadros partidários importantes, mas da direção de empresas cotadas na Bolsa ou mesmo das redações dos jornais, restará sempre o consolo de que em nosso país o povo, inclusive a patuléia negra, é pacífico. Que se matem nos guetos e sejam exterminados nas favelas. Em nossa sociedade, de homens cordiais, nunca houve ou haverá algo minimamente remoto à guerra civil ou às batalhas campais daquele país curioso, mas distante, lá de cima do norte. Afinal, deus é brasileiro.
* Fernando Conceição, jornalista, é pesquisador-visitante em estágio pós-doutoral na Freie Universität Berlin (Alemanha). É autor, entre outros, de "Mídia e Etnicidades no Brasil e nos Estados Unidos: Entre Zumbi dos Palmares e Malcolm X, Entre Folha de S. Paulo e The New York Times" (2005). Foi visiting scholar na New York Univesity e na University of California (1998-1999) e bolsista Fulbright (1994) nos Estados Unidos.
Quilombolas vão discutir fortalecimento étnico durante encontro estadual
As questões referentes às comunidades quilombolas estarão em pauta nos dias 12, 13 e 14 de novembro, quando será realizado o Encontro Estadual de Comunidades Negras Quilombolas de Alagoas, no Museu da Imagem e do Som (MISA) e na Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), em Maceió.
Cerca de 70 representantes de comunidades certificadas e não-certificadas oficialmente devem participar do encontro, interagir sobre a necessidade de certificação e discutir com gestores públicos a implantação de políticas que levem melhorias às comunidades.
Numa iniciativa do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), com o apoio da Fundação Cultural Palmares e do Laboratório de Antropologia Visual de Alagoas (AVAL), o objetivo do evento é fortalecer a organização das comunidades quilombolas e promover o debate sobre melhoria da qualidade de vida e valorização da identidade. Durante o encontro também serão discutidos temas relacionados à territorialidade e à promoção de políticas públicas.
COMUNIDADES EM ALAGOAS
Em Alagoas existem aproximadamente 50 comunidades quilombolas. Dessas, apenas 23 já foram certificadas oficialmente pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura. Outras 24 foram visitadas esse ano por uma equipe do Iteral, que além de elaborar um mapa etnográfico descrevendo as comunidades, sensibilizou os moradores para a importância dessa certificação. “Mas esse número pode ser ainda maior, visto que outras comunidades ainda podem ser visitadas”, diz a gerente do Núcleo de Quilombolas do Iteral, Berenita Melo.
Como explica o antropólogo Christiano Barros, integrante da equipe do Iteral que fez as visitas e coordenador do Encontro Estadual, para que haja essa certificação, é preciso que a própria comunidade se defina como quilombola e queira ser certificada pela Fundação Palmares. “Não basta que um órgão público, a prefeitura ou um pesquisador diga que determinada comunidade é remanescente de quilombos para que ela seja certificada. É preciso que a iniciativa parta da própria comunidade”, comenta o antropólogo. É por esse motivo que durante o Encontro haverá um momento em que líderes de comunidades já certificadas irão debater com os representantes das comunidades ainda não-certificadas a importância desse processo.
Segundo Christiano Barros, hoje o conceito atual de quilombola é mais amplo para reparar uma injustiça histórica. “Quilombolas são grupos étnicos constituídos principalmente por uma população negra, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e as práticas culturais próprias”, explica Christiano Barros.
PROGRAMAÇÃO:
Quarta-feira (12/11)
15h – Misa: Solenidade de abertura e roda de discussão com a presença de representante da Fundação Palmares, do historiador Geraldo de Majella (presidente do Iteral), da antropóloga e Professora Ms. Joseline Trindade (UFPA), da geógrafa e Professora Ms. Maria Ester Ferreira (Ufal). O tema da discussão será “Comunidades Quilombolas em Alagoas: perspectivas contemporâneas”.
18h – Misa: Abertura da exposição fotográfica “Comunidades Negras Quilombolas em Alagoas”.
18h30 - Praça Dois Leões (em frente ao Misa): Atividade Cultural com Orquestra de Tambores de Alagoas.
Quinta-feira (13/11)
8h – Fetag: Roda de discussão com a presença do professor Édson Moreira (historiador) e José Édson Silva (Artesão – Muquém). Tema: “O negro e as comunidades negras quilombolas em Alagoas”.
10h – Fetag: Roda de discussão com lideranças quilombolas. Tema: “Fortalecimento étnico e o processo de certificação pela Fundação Palmares”.
14h – Fetag: Roda de discussão com representantes da Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Funasa, Incra, Iteral, Ministério Público e Quilombolas. Tema: “Políticas Públicas e os Quilombolas”.
19h - Praça Dois Leões (em frente ao Misa): Atividade Cultural com Coco de roda infantil da Vila de Pescadores do Jaraguá e Roda de capoeira do Nadec (Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira).
Sexta-feira (14/11)
15h – Misa: Exibição do vídeo “1912 – O quebra de Xangô em Alagoas”, seguido de roda de discussão com o diretor Siloé Amorim (antropólogo e fotógrafo), da professora Dra. Rachel Rocha (antropóloga LACC/Ufal) e das lalorixás Vera Rodrigues e Nani Moreno.
18h – Misa: Roda de discussão com a presença do professor Dr. Edson Bezerra (antropólogo, sociólogo, poeta e músico/UNEAL), professora Dra. Clara Suassuna (historiadora NEAB/UFAL), professor Clébio Araújo (historiador/UNEAL) e da professora Sirlene Gomes (Centro de Estudo e Pesquisa Afro-Alagoano Quilombo). Tema: “A cultura afro em Alagoas e o Dia da Consciência Negra (20 de novembro).”
20h30 - Praça Dois Leões (em frente ao Misa): Atividade Cultural com Maracatu Baque Alagoano.
O III Seminário Alagoano de Educação Popular em Saúde e Encontro Estadual de Promoção de saúde acontece no Sesc entre os dias 12 e 14 de novembro, devendo atingir um público de 200 pessoas, entre componentes de ONG´s, conselheiros de saúde, líderes comunitários, igrejas, educadores populares, estudantes e profissionais da saúde. O evento vai debater o tema Práticas populares e qualidade de vida.
PROGRAMAÇÃO
DIA 12/11/2008 – LOCAL: Auditório do SESC Poço
19h00 – ABERTURA
Secretário de Estado da Saúde – Dr. André Valente Reitora da UFAL: Prof. Ana Dayse Resende Dórea Representante do SESC Representante do Movimento Popular Representante da Diretoria de Promoção da Saúde.
Poema recitado por Àtila (Erê)
19h30 – Palestra de Abertura: Políticas Públicas e Qualidade de Vida – Palestrante técnico do Ministério da Saúde (à confirmar)
20h30 - Apresentação Cultural
Coco de Roda Asa Dourada (ONG Águas Vivas, Meio Ambiente e Vida)
21h00 - Coffee-break
Dia 13/11/2008 – Manhã – LOCAL: SESC Guaxuma
8h30 às 9h – Credenciamento e entrega de material
9h às 9h30 – Acolhimento: Ginástica da Alma – (CEREC/SESC/AL)
9h30 às 10h – Café com arte – Apresentação teatral (Resp. Fátima Lima)
10h às 11h30 – Mesa redonda 1 – Hábitos de Vida
· Atividade física e qualidade de vida – Roseane Mendonça · Alimentação Saudável – Kaline Batista (Nutricionista / SESC/AL) · Tabagismo - Como combater esse mal? – Vertrúcia (SESAU) · Álcool e outras drogas – Como estamos e onde queremos chegar?- Berto Coordenação: Sandra Canuto
11h30 às 12h30 – Debate
12h30 – Almoço
Dia 13/11/2008 – Tarde – LOCAL: SESC Guaxuma
13h30 às 14h00 - Atividade física Lian Gong – Pedro Lessa
14h às 15h - Mesa redonda 2 - Experiências em práticas alternativas de saúde: · Fitoterapia – Prof. Piranema (FAMED) · Parteiras Leigas (Pessoa de Olinda – Resp. Tereza Siqueira); · Quintal Cultural (Resp. Sandra Canuto);
15h00 às 17h00 – Oficinas Práticas
1. Danço terapia - Maxuel 2. Massoterapia - Filó 3. Acupuntura - Audinei Loureiro (à confirmar) 4. Fitoterapia - Vilage 5. Teatro - (Resp. Fátima Lima) 6. Reciclagem de lixo - Guerreiros da Vila 7. Alimentação Regional - Kaline – SESC Mabel 8. Libras - Cássio e Alan – Org. Mulungu 9. Sabonetes Medicinais - Maria José – CEAMI
17h00 às 18h00 – Roda de Conversa: A ANEPS e o MOPS em Alagoas
Dia 14/11/2008 - 2º Dia Manhã – LOCAL: SESC Guaxuma
8h30 às 9h00 Atividade física – Educador físico do SESC (Mabel)
9h às 11h – Oficinas reflexivas – Coordenação: 1. Meio Ambiente Saudável - Eloy Yanes (SESAU) e Laudirce Leite (SMS de Maceió) 2. Terapia Psicológica - Prof. Elton André (CEFET) 3. Violência doméstica - Cláudio Soriano e Hellen 4. Equilíbrio e postura - Augusto César (UNCISAL) 5. Ética e Saúde - Walter Matias 6. Educação popular como estratégia de controle social - Carlos Silvan – Sec de Saúde e ANEPS / PE 7. Políticas das minorias - Elis - Sec da Mulher 8. Sexualidade e Saúde - Margarete - BEMFAM
Dia 14/11/2008 - 2º Dia Tarde – LOCAL: SESC Guaxuma
11h às 12h Socialização de experiências (4 experiências- definir) - Coordenação Tereza Carvalho – SESC
12h00 às 13h30 – Almoço
13h30 – Apresentação Cultural – Tambor de Crioula – Grupo de Adolescente de Major Izidoro.
14h00às 15h00 - Visita à exposição de baners
15h00 às 16h00 - Mesa Redonda 3 - Saúde: Conquista do Cidadão
Palestrantes: Carlos Silvan (Sec de Saúde e ANEPS / PE); Prof. Walter Matias; Rep. do Conselho Estadual de Saúde Coordenadora: Sônia Cavalcanti – UFAL
Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos. Aos 47 anos, ele torna-se o primeiro negro a governar o país, ao derrotar o rival republicano John McCain.
A Comissão Estadual de Defesa das Minorias Étnico-Sociais e a Comissão Nacional de Promoção da Igualdade, ambas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), convidam lideranças de diversos segmentos sociais a integrar reuniões deliberativas para o II Seminário Regional de Promoção da Igualdade.
O evento será realizado nos dias 27 e 28 deste mês, e servirá de preparatório para o I Seminário Sul-Americano de Promoção da Igualdade. No encerramento do encontro, terão a produção da carta de Maceió e a solenidade de posse de entidades na Comissão – que será representada pelo movimento negro, índios, homossexuais, portadores de necessidades especiais; e instituições que defendam os diretos dos idosos, mulheres, crianças e adolescentes.
A próxima reunião está agendada para sexta-feira (07), às 14h, no mini-auditório da OAB-AL.
Considerando o mês da Consciência Negra, a diversidade e pluralidade do povo alagoano e a necessidade de criação e articulação de espaços dialógicos para integração e reflexão sobre a construção do olhar histórico-social relativo ao povo negro;
Considerando a permanente realização da missa da paz – um fórum permanente para conscientizar e motivar campanhas pela promoção da vida humana em busca da paz;
Considerando o documento de Puebla (31-39) e o documento de Santo Domingo (178) que afirmam que “na evangelização precisamos levar em consideração as diferentes culturas. Não podemos celebrar a liturgia com os mesmos cânticos, a mesma linguagem, o mesmo ritmo e utilizando os mesmos instrumentos musicais no mundo todo, como aconteceu por séculos em que foram ignorados as etnias, as culturas e os povos. É preciso haver sim a “comunhão de diferenças compatíveis com o Evangelho” para proteger as legítimas diversidades e vigiar “para que as particularidades ajudem a unida de e de forma alguma a prejudiquem”;
Considerando a necessidade de estabelecer pontes para o combate à violência do racismo que vem ao longo de gerações imobilizando as oportunidades de promoção social para o povo negro, convidamos Vossa Senhoria para participar da 2ª reunião propositiva para construção da Missa da Paz- “Juntos pela Paz e Pela Vida- Pelo Respeito às Diferenças”, que acontecerá dia 05 de novembro (quarta-feira) de 2008, às 15 horas, no auditório da Livraria Paulinas. Rua da Alegria,71, Centro - Maceió/AL.
Sua presença é de suma importância, pois, acreditamos que a construção da igualdade entre os diferentes povos e etnias está baseada no compartilhamento, na troca e respeito visando o diálogo multicultural.
Participe!
Arísia Barros
Coordenadora do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial /Gerente de Educação Étnico-Racial (82) 8815-5794/3231-4201